24 de junho de 2011

Sísifo feliz (a propósito do trabalho da arte)

Albert Camus 
(In: O mito de Sísifo: ensaio sobre o absurdo,
 trad. de Urbano Tavares Rodrigues e Ana de Freitas, Lisboa: Edição Livros do Brasil, s/d.)
          Os deuses tinham condenado Sísifo a empurrar sem descanso um rochedo até ao cume de uma montanha, de onde a pedra caía de novo, em conseqüência do seu peso. Tinham pensado, com alguma razão, que não há castigo mais terrível do que o trabalho inútil e sem esperança.
          A acreditar em Homero, Sísifo era o mais ajuizado e mais prudente dos mortais. No entanto, segundo outra tradição, tinha tendências para a profissão de bandido. Não vejo nisto a menor contradição. As opiniões diferem sobre os motivos que lhe valeram ser trabalhador inútil dos infernos. Censura-se-lhe, de início, certa leviandade para com os deuses. Revelou os segredos deles. Egina, filha de Asopo, foi raptada por Júpiter. O pai espantou-se com esse desaparecimento e queixou-se dele a Sísifo. Este, que estava ao corrente do rapto, propôs a Asopo contar-lhe o que sabia, com a condição de ele dar água à cidadela de Corinto. Aos raios celestes, preferiu a bênção da água. Por tal foi castigado nos infernos. Homero conta-nos também que Sísifo havia acorrentado a Morte. Plutão não pôde suportar o espetáculo do seu império deserto e silencioso. Enviou os deuses da guerra, que soltou a Morte das mãos do seu vencedor.
          Diz-se ainda que, estando Sísifo quase a morrer, quis, imprudentemente, pôr à prova o amor de sua mulher. Ordenou-lhe que lançasse o seu corpo, sem sepultura, para o meio da praça pública. Sísifo encontrou-se nos infernos. E aí, irritado com uma obediência tão contrária ao amor humano, obteve de Plutão licença para voltar à terra e castigar a mulher. Mas, quando viu de novo o rosto deste mundo, sentiu inebriadamente a água e o sol, as pedras quentes e o mar, não quis regressar à sombra infernal. Os chamamentos, as cóleras e os avisos de nada serviram. Ainda viveu muitos anos diante da curva do golfo, do mar resplandecente e dos sorrisos da terra. Mercúrio veio pegar no audacioso pela gola e, roubando-o às alegrias, levou-o à força para os infernos, onde o seu rochedo já estava pronto.
          Já todos compreenderam que Sísifo é o herói absurdo. É-o tanto pelas suas paixões como pelo seu tormento. O seu desprezo pelos deuses, o seu ódio à morte e a sua paixão pela vida valeram-lhe esse suplício indizível em que o seu ser se emprega em nada terminar. É o preço que é necessário pagar pelas paixões desta terra. Não nos dizem nada sobre Sísifo nos infernos. Os mitos são feitos para que a imaginação os anime. Neste, vê-se simplesmente todo o esforço de um corpo tenso, que se esforça por erguer a enorme pedra, rolá-la e ajudá-la a levar a cabo uma subida cem vezes recomeçada; vê-se o rosto crispado, a face colada à pedra, o socorro de um ombro que recebe o choque dessa massa coberta de barro, de um pé que a escora, os braços que de novo empurram, a segurança bem humana de duas mãos cheias de terra. No termo desse longo esforço, medido pelo espaço sem céu e pelo tempo sem profundidade, a finalidade está atingida. Sísifo vê então a pedra resvalar em poucos instantes para esse mundo inferior de onde será preciso trazê-la de novo para os cimos. E desce outra vez à planície.
É durante este regresso, esta pausa, que Sísifo me interessa. Um rosto que sofre tão perto das pedras já é, ele próprio, pedra! Vejo esse homem descer outra vez, com um andar pesado mais igual, para o tormento cujo fim nunca conhecerá. Essa hora que é como uma respiração e que regressa com tanta certeza como a sua desgraça, essa hora é a da consciência. Em cada um desses instantes em que ele abandona os cumes e se enterra a pouco e pouco nos covis dos deuses, Sísifo é superior ao seu destino. É mais forte do que o seu rochedo.
          Se este mito é trágico, é porque o seu herói é consciente. Onde estaria, com efeito, a sua tortura se a cada passo a esperança de conseguir o ajudasse? O operário de hoje trabalha todos os dias da sua vida nas mesmas tarefas, e esse destino não é menos absurdo. Mas só é trágico nos raros momentos em que ele se torna consciente. Sísifo, proletário dos deuses, impotente e revoltado, conhece toda a extensão da sua miserável condição: é nela que ele pensa durante a sua descida. A clarividência que devia fazer o seu tormento consome ao mesmo tempo a sua vitória. Não há destino que não se transcenda pelo desprezo.
          Se a descida se faz assim, em certos dias, na dor, pode também fazer-se na alegria. Esta palavra não é demais. Ainda imagino Sísifo voltando para o seu rochedo, e a dor estava no começo. Quando as imagens da terra se apegam de mais à lembrança, quando o chamamento da felicidade se torna demasiado premente, acontece qua a tristeza se ergue no coração do homem: é a vitória do rochedo, é o próprio rochedo. O imenso infortúnio é pesado demais para se poder carregar. São as nossas noites de Gethsemani. Mas as verdades esmagadoras morrem quando são reconhecidas. Assim, Édipo obedece de início ao destino, sem o saber. A partir do momento em que sabe, a sua tragédia começa. Mas no mesmo instante, cego e desesperado, ele reconhece que o único elo que o prende ao mundo é a mão fresca de uma jovem. Uma frase desmedida ressoa então: "Apesar de tantas provações, a minha idade avançada e a grandeza da minha alma fazem-me achar que tudo está bem." O Édipo de Sófocles, como o Kirilov de Dostoievsky, dá assim a fórmula da vitória absurda. A sabedoria antiga identifica-se com o heroísmo moderno.
          Não descobrimos o absurdo sem nos sentirmos tentados a escrever um manual qualquer da felicidade. "O quê, por caminhos tão estreitos?..." Mas só há um mundo. A felicidade e o absurdo são dois filhos da mesma terra. São inseparáveis. O erro seria dizer que a felicidade nasce forçosamente da descoberta absurda. Acontece também que o sentimento do absurdo nasça da felicidade. "Acho que tudo está bem", diz Édipo e essa frase é sagrada. Ressoa no universo altivo e limitado do homem. Ensina que nem tudo está, que nem tudo foi esgotado. Expulsa deste mundo um deus que nele entrara com a insatisfação e o gosto das dores inúteis. Faz do destino uma questão do homem, que deve ser tratado entre homens. Toda a alegria silenciosa de Sísifo aqui reside. O seu destino pertence-lhe. O seu rochedo é a sua coisa. Da mesma maneira, quando o homem absurdo contempla o seu tormento, faz calar todos os ídolos. No universo subitamente entregue ao seu silêncio, erguem-se as mil vozinhas maravilhosas da terra. Chamamentos inconscientes e secretos, convites de todos os rostos, são o reverso necessário e o preço da vitória. Não há sol sem sombra e é preciso conhecer a noite. O homem absurdo diz sim e o seu esforço nunca mais cessará. Se há um destino pessoal, não há destino superior ou, pelo menos, só há um que ele julga fatal e desprezível. Quanto ao resto, ele sabe-se senhor dos seus dias. Nesse instante sutil em que o homem se volta para a sua vida, Sísifo, regressando ao seu rochedo, contempla essa seqüência de ações sem elo que se torna o seu destino, criado por ele, unido sob o olhar da sua memória, e selado em breve pela sua morte. Assim, persuadido da origem bem humana de tudo o que é humano, cego que deseja ver e que sabe que a noite não tem fim, está sempre em marcha. O rochedo ainda rola.
          Deixo Sísifo no sopé da montanha! Encontramos sempre o nosso fardo. Mas Sísifo ensina a fidelidade superior que nega os deuses e levanta os rochedos. Ele também julga que tudo está bem. Esse universo enfim sem dono não lhe parece estéril nem fútil. Cada grão dessa pedra, cada estilhaço mineral dessa montanha cheia de noite, forma por si só um mundo. A própria luta para atingir os píncaros basta para encher um coração de homem. É preciso imaginar Sísifo feliz.

12 de junho de 2011

Questão de singularidade

Maria Tereza Albernaz
          Não sou escritora, uma simples leitora. Muito simples, muito comum. Esta deve ser a razão pela qual o meu desejo despretensioso de despejar, em um papel, idéias, confissões e histórias esbarrou em um artigo chamado “A vertigem da liberdade”. Vou me explicar. 
          Com vontade de escrever, deixei os meus pensamentos correrem até encontrar um tema para o exercício. Escolhido o assunto, comecei a anotar em listas o que eu gostaria de incluir no texto. Faço com freqüência listas de todo o tipo e, neste caso, não via outra forma de tratar a questão – gostos e desgostos poderiam identificar uma pessoa  idiossincrática? Pretendia escrever sobre isto.   
          Ainda esboçando parágrafos, quando parei para consultar o dicionário, me lembrei das palestras de José Castello que havia escutado recentemente. Como me entusiasmei com as falas deste cronista literário – assim foi chamado -, resolvi conhecer o seu blog. Lá encontrei o artigo com este sugestivo nome “A vertigem da liberdade”. Dele extraí uma lição que, de fato, é dirigida a escritores iniciantes. Aliás, o texto confirma o que já foi dito, de uma forma ou de outra, neste Atelier. Aqui mais suavemente, talvez por ser a Bia quem é. 
          José Castello alerta para o risco do uso desmedido de liberdade na escrita como se não fosse possível controlar o jorro de emoções íntimas do escritor. Em outras palavras, diz que o impulso ou o transe que faz o escritor derramar pensamentos em um papel só produz “matéria prima” a pedir trabalho, disciplina e esforço. Lembra João Cabral de Melo Neto que comparava o trabalho do escritor ao ofício do escultor. “Bloco de mármore, matéria prima que, através de cortes sucessivos, traz a luz, enfim, uma escultura.” Assim, ressalta que o resultado da escrita “solta” forma somente o primeiro “emaranhado” para ser trabalhado.
          Para fazer uma boa literatura é preciso escrever uma, duas... muitas vezes. Cortar, aprimorar, ir e voltar às fronteiras da essência do ser. Também observar regras. E a “alma caótica” do escritor deve aparecer somente nas entrelinhas da escrita. 
          Naquele momento, ler o artigo do José Castello me inibiu. Não me imagino escritora ou artista, nem mesmo compromissada com a “boa literatura”, mas gosto de escrever e também de deixar que meu ser ou minha “alma caótica”, como diz o José Castello, atravesse este canal. No dia que comecei a fazer as listas para seguir com o meu texto sobre idiossincrasia, estava completamente abandonada nos pensamentos espontâneos, inebriada pela “liberdade absoluta”. 
          Por ora, deixei de lado a idéia de revelar em meu texto um pouco de mim. Afinal escrever sobre idiossincrasia era só mais uma tentativa para chegar a este lugar. Concordo com José Castello. Preciso controlar a catarse emocional.

Cabral

          João Cabral, em A inspiração e o trabalho de arte (1952), diz que tanto uma - a inspiração -, quanto o outro - o trabalho de arte -, ambos são realizados em nome da expressão pessoal. Cada poeta tem sua maneira pessoal de trabalhar.
          Porém, somente a elaboração cuidadosa e artística da experiência vivida, em cruzamento com um amor à linguagem, pode criar uma determinada corrente e certos efeitos formais diferenciados. Graças ao esforço e à inteligência, a proporção e a objetividade "dão a ler",  e promovem no poeta ou autor um "desprender-se do limbo".  Já o poema, como depoimento da subjetividade e que exprime a personalidade, profere a descrença no ser humano.
          Trata-se da velha oposição entre a técnica e a improvisação? Não, a discussão vai além. João Cabral chama atenção para o "olho crítico", que não se reduz simplesmente à técnica. Da mesma maneira, quem ouve jazz sabe que a improvisação não se opõe à técnica.
          Mas, sublinha Cabral, há claramente dois modos de escrever poesia.  Nos "inspirados", ativa-se o "olho crítico" em momento posterior à  realização da obra. Para os que se vêem como trabalhadores da arte, no entanto, a obra é escrita pelo próprio "olho crítico". Ele é o responsável pela elaboração das experiências.
          O entusiasmo de Cabral em relação ao trabalho o leva a ser bastante contundente e várias vezes ele repete o advérbio "jamais". Para ele, a escrita não deve ser jamais pletórica, não deve jamais disparar em discurso, jamais ser feita debaixo da experiência imediata, jamais ser ocasional.
          Trabalho é a palavra-chave.
          Temos uma visão capitalizada do trabalho mas trabalho não é necessariamente uma opressão. Trabalho é fonte de criação, aponta Cabral, adensamento de riquezas.  É soma de momento melhores e piores, reviração do objeto por todos os lados. O trabalho de arte promove a despedida do objeto  e do poema, filho independente que se vai e não um membro que se amputa, incapaz de viver por si mesmo.
          A experiência imediata de cada um é tão-somente uma reserva,  para ser esquecida e ressuscitada sob outra expressão, no contato íntimo com a experiência geral da realidade.
          A originalidade do artista, imerso em seu tempo, diferencia Cabral, não se identifica com a originalidade do homem. O artista precisa criar uma nova dicção e não se sujeitar  à morbidez. A escrita artística acontece de modo consciente e por isso percebe aquilo que se faz sem ponto de referências e também o que é eco de outras vozes, a dicção de outros poetas, que - diz Cabral -  é preciso eliminar.
         Contudo, todo trabalho é violento. O do poeta corta mais que acrescenta. Mas igualmente todo trabalho é  puro exercício, vale por si, independentemente de resultados.
          Dessa maneira, João Cabral diferencia obra de trabalho e chama atenção para o risco que corre o trabalho da arte quando passa a buscar meios para que ele se faça mais demorado e difícil, quando passa a se impor barreiras formais a fim de ter mais resistências a vencer. Os operários da literatura querem propagar o suicídio da intimidade absoluta, o que é interessante, mas também podem provocar a morte da comunicação. Formalismo em excesso é a base do hermetismo e do desprezo pelo leitor. O poeta formalista identifica o leitor, qualquer leitor, consigo mesmo.
          Na parte final do texto, Cabral sai em defesa da comunicação. Sua sugestão é que essa se garanta pelo controle, pela crítica, pela percepção da necessidade do leitor e pela "rua" dos homens,  que é muito mais do que um clube de confrades. Na rua, o poeta encontra a linguagem em comum, a vida em comum.
          Cuidado - aconselha Cabral - com o mergulho na mitologia privada e na transformação do leitor em consumidor. Cuidado com o leitor. "Ele colabora indiretamente na criação", e a criação subordina-se (o verbo está no texto) à comunicação.
          O poeta ou autor cabralino escreve na linguagem comum, tema da vida de homens e mulheres, temas comuns. Ele procura mostrar a "beleza no que todos vêem e não falar de nenhuma beleza a que somente ele teve acesso". Com isso, a espontaneidade ganha novo sentido - uma enorme identificação com a realidade, e valoriza-se o coletivo, revelado através da voz individual. 
Bia Albernaz 
A íntegra desta conferência, pronunciada na Biblioteca de São Paulo, em 1952, encontra-se nas Obras Completas do autor ou ainda numa pequena edição com tiragem de 500 exemplares pela portuguesa Fenda, na coleção As lágrimas de Eros 1, de 1982.

3 de junho de 2011

Algumas oficinas literárias pelo mundo (indicações de Assis Brasil)

Programas de Creative Writing em universidades americanas
Iowa University
University Easter Washington
University of Cincinnati
Siracuse University
Arizona University
George Mason University (Associated Writing Programs (AWP))

Atelier d'écriture na França
Universidade de Grenoble III (com Claudette Oriol-Boyer, da revista TEM (Texte en main))

Talleres na Espanha
Factoría de Alquimia Literaria

Na América Latina
Universidad de El Paso (México) (com o curso de Maestria en Creacion Literaria)
El Libro de los Gatos
Oficinas cubanas dispersas em sindicatos e associações
Casa de la Cultura Ecuatoriana
Taller Interactivo de Excritura na Argentina (com Laura Calvo, via correio eletrônico)
Outros talleres argentinos com Ángel Leiva; Mempo Giardinelli; Ricardo Piglia; e Nicolás Bratosevich
Talleres do Ministério da Educação do Uruguai (coordenados por Washington Benavides)
No Paraguai, talleres itinerantes com Augusto Roa Bastos

Leia o texto completo do autor sobre Oficinas literárias em seu site.

Jennifer

Maria Tereza Albernaz  
Anjo de tênis, Djanira
          Jennifer é uma menina de sete anos que mora na Rocinha. Pequenina, como as meninas desta idade, tem bochechas grandes, olhos escuros e cabelos compridos. No meio de crianças vestidas com roupas coloridas, roupas de adulto em corpo de meninas e cabelos enfeitados ou despenteados, Jennifer aparece com roupas discretas, rabo de cavalo e uma fita larga no cabelo, usada também por muitas garotas no Leblon.
          Quieta e sem amigos, não participa das brincadeiras dos colegas, não grita, não corre e atende com prontidão as solicitações das professoras. Se não se integra nos jogos espontâneos da turma e, nos jogos dos programas de aula, participa com animação comedida, defendendo-se quando querem passar na sua frente. De forma contida, não cede. Prefere ignorar a discutir pelo que acha ser seu direito. Se uma das professoras faz uma pergunta ou pede a colaboração para qualquer atividade, na algazarra que acontece com freqüência, ela levanta insistentemente seu dedinho até ser chamada. Outro dia, depois de um exercício de recorte de revistas e colagens, quando foi solicitada ajuda para a arrumação, Jennifer se ofereceu mais uma vez com o dedinho levantado e, com graça e rapidez, apanhou uma vassoura para juntar os papeis do chão. 
          A garotinha faz seus deveres cuidadosamente, desenha e gosta de colorir. Seu material escolar é bastante simples, mas não faltam em sua mochila o básico lápis e borracha. Parece tímida, mas não se envergonha em pedir explicações, aguardando com paciência sua vez em ser atendida. Se termina as tarefas antes dos outros, espera calada até a próxima atividade. 
          Como todos os alunos, sem exceção, seu nível de escolaridade é muito baixo. Lê com muita dificuldade e comumente não entende nem mesmo os enunciados dos exercícios. O descompasso é imenso entre os deveres de casa que trazem da escola pública e o conhecimento que os alunos na realidade têm. Não importa a matéria – matemática, português ou qualquer outra. Em geografia, por exemplo, muitas das crianças não sabem distinguir cidade de bairro, e algumas desconhecem que moram no Brasil.
          O sorriso de Jennifer é doce. E está sempre em seu rosto. Se não é atropelada pelos colegas, se despede das professoras com um abraço. Não sei sua história, mas enternece ver esta menininha na Rocinha.

31 de maio de 2011

Livros para que te quero (Recado)

Recebi esta postagem e guardo aqui. Para ter leitores, é preciso ser um. Não é uma garantia mas, numa oficina com Raimundo Carrero, uma vez ouvi um comentário (que ele repetiu de um de seus alunos), e que comprovo com a minha própria experiência no Atelier: se não nos tornarmos escritores, na acepção estrita da palavra, isto é, profissionais da escrita, com certeza nos tornaremos leitores muito melhores, mais refinados.

Aliás, creio que a separação entre a leitura e a escrita é uma invenção da didática.

Observação: Não naveguei em todos estes sites. Não sei se todos funcionam bem. E exatamente de que acervos dispõem.
  1. Domínio Público - Do Governo Federal, dispõe de obras que entraram em domínio público, ou seja, que foram cedidas por seus autores ou cujos autores morreram há mais de 70 anos.
  2. Cultura Brasil - Site que distribui livros online, nem todos em domínio público.
  3. Projeto Democratização da Leitura - Site colaborativo. Os usuários enviam links de obras disponíveis na internet. Os responsáveis pelo endereço fazem questão de enfatizar - uma vez que há obras ainda não em domínio público entre as indicadas.
  4. Gutenberg - Hospeda livros de domínio público em diversas línguas, inclusive português.
  5. CultVox - Além de vender, oferece livros em uma seção gratuita. Porém, para fazer download, é preciso se cadastrar.
  6. Biblioteca Nacional - Em sua seção Biblioteca Nacional Digital, a instituição oferece quase 5 mil itens entre livros, mapas, atlas, partituras e documentos históricos.
  7. Google Pesquisa de livros - Você pode encontrar diversos livros em versão integral para serem pesquisados online. Se o livro que você procura não estiver disponível na íntegra, você tem a opção de comprá-lo.
  8. Biblioteca Virtual - Mais uma opção para quem quer livros que estejam em domínio público em língua portuguesa.
  9. BibVirt - Existe desde 1997. Além de ter livros de domínio público, oferece arquivos de som - históricos ou não -, vídeos e outros documentos.
  10. eBookCult - Ênfase na área de educação, mas você pode encontrar coisas como as obras de H.P. Lovecraft.
  11. Virtual Books - Livros grátis em seis línguas diferentes. Também há entrevistas e resumo de jornais.
  12. Pribi - Site pessoal. Possui um bom acervo de livros eletrônicos para serem baixados.